Igreja Evangélica Pentecostal

II Aos Corintios 11:28 - Alem das coisas exteriores, me oprime cada dia o cuidado de todas as igrejas.

Quebrando o Silêncio

Written by candidosa2 on . Posted in Familia e Vida Cristã

O que fazer quando a violência e o abuso sexual chegam às portas da minha igreja?

Essa é uma pergunta que todo cristão deve fazer. Como lidar? De que forma? Sabemos que o silêncio deve ser rompido a partir da igreja, porque parte de nossa função como corpo de Cristo, é “denunciar a injustiça”. Injustiça essa que, infelizmente, tem feito parte do cotidiano de muitas crianças e mulheres.

Falando sobre violência

Um dos assuntos que como igreja estamos discutindo e quebrando o silêncio, é a questão da violência familiar. A sociedade de modo geral tem se preocupado com a questão e busca alternativas para amenizar este problema. Como igreja não podemos ficar de fora dessa discussão. É nosso dever nos envolver e trabalhar no sentido de prevenção e educação, levando informação para líderes e membros de igrejas locais.

Abuso infantil
Praticar violência contra uma criança é crime. E para isto existe uma legislação específica – O Estatuto da Criança e do Adolescente – que está aí para determinar a punição. No Brasil é caso de polícia.

• Só para se ter uma idéia da gravidade da questão, é bom lembrar que todos os dias mais de 18 mil crianças são espancadas no país, segundo dados da UNICEF – Fundo das Nações Unidas para a Infância. Segundo a UNICEF, as mais afetadas são meninas entre sete e 14 anos.
• No Brasil, onde existe uma população de quase 67 milhões de crianças de até 14 anos, são registrados por ano 500 mil casos de violência doméstica de diferentes tipos. Em 70% dos casos os agressores são pais biológicos.
A violência contra a criança é crescente, mas nem sempre ocorre na forma de abuso sexual, tema que vem sendo amplamente discutido. Levantamento inédito do Núcleo de Atenção a Criança Vítima de Violência, da Universidade do Rio de Janeiro(UFRJ) mostra, com base de dados coletados de 1996 a Junho deste ano, que:
• 29,1% de meninos e meninas são vítimas de abuso físico.
• A violência sexual aparece em segundo lugar – 28,9%
• 25,7% sofreram negligência
• 16,3% abuso psicológico

Fonte: www.atelierdenoivas.com.br/mundomulher

Importante saber

1. Crianças são vítimas na própria família: É um tema que merece atenção, porque a violência começa dentro de casa. Não deixe de abordar qual é o perfil do agressor. Estima-se que 300 mil meninas são vítimas de incesto todos os anos e mais um terço delas tenta suicídio.(Lacri-USP)

2. Abuso ocorre em todas as classes: Não o nível econômico. O abuso acontece em alguma de suas formas. A pobreza é apontada como causa de 16,8% de abuso sexual. Especialistas afirmam que particularmente no caso de abuso na família 80% das ocorrências, a condição social dos indivíduos é em geral ocultada.

3. Medo de denunciar: Segundo o ECA, médicos, professores, instituições de ensino, devem comunicar as autoridades casos de abuso contra a criança. Além desses profissionais, vizinhos, amigos e familiares devem tomar a mesma iniciativa, acionando o CONSELHO TUTELAR DA SUA CIDADE.

4. Atendimento ás vítimas: É importante dispor de alguns lugares como fonte de referência e ajuda ás vítimas. Cada cidade tem órgãos governamentais e não governamentais que exercem um trabalho qualificado. Procure conhecer algumas dessas instituições. Um dado alarmante: 100 crianças morrem por dia no Brasil, vítimas de maus tratos – negligência, violência física, abuso sexual e psicológico, segundo pesquisa realizada pelo Laboratório de Estudos da Criança/USP. Dados do Ministério da Saúde revelam que 38% das mortes de pessoas com até 19 anos são causadas por agressões.

5. Prevenção: Qual é o nosso papel? Quebrar o silêncio e de maneira cristã abordar este tema no sentido de ajudar na construção de uma nova geração e uma nova mentalidade.
No dia em que o Brasil souber tratar também os agressores, provavelmente os índices de violência contra a criança irão diminuir.

Violência doméstica

As mulheres são 51% da população mundial, chefiam 33% dos lares. No entanto a cada 15 segundos uma delas é espancada. É o que diz o relatório sobre as situações sociais, econômicas e jurídicas da mulher brasileira. (Fonte: ibid)

No Rio de Janeiro, numa pesquisa da Universidade Federal sobre “violência doméstica”, o tipo mais comum de violência é a sexual (31,6%), seguida de maus tratos físicos (27,7%), negligência (24%) e abuso psicológico (15,8%). Na maioria das vezes, o algoz é o pai ou o padrasto.

Segundo o ISER (Instituto de Estudos Religiosos), as agressões contra mulheres, cometidas pelos seus parceiros, dobraram nos últimos nove anos.

A maioria dos casos é de lesão corporal. Na maioria dos casos, mulheres entre 19 e 29 anos, agredida pelos próprios parceiros. O que causa tristeza é saber que somente 15% dos homens que agridem mulheres hoje são punidos.
Estes dados devem levar a uma reflexão por parte da igreja e seus líderes. Um outro caminho é estar consciente de que o problema acontece em famílias de nossas igrejas. Ignorar ou achar que o problema não existe é adotar uma postura de omissão.

O que podemos fazer?

1. O primeiro caminho é, sem dúvida, de caráter educativo. É esta educação que a igreja em todo o mudo está trabalhando para ser uma realidade dentro do Dia da Ênfase Contra o Abuso através de materiais específicos. Esta educação pode ser através de palestras, filmes que abordam a questão, debate, sermão, seminários. Os pastores podem pregar mais sobre o assunto. Precisamos frisar a idéia de que Deus não nos criou para sermos maltratados.

2. Devemos educar nossas crianças a se defenderem. Não confundir disciplina com abuso físico. É bom dar uma perspectiva bíblica sobre disciplina e educação de filhos.

3. Prover mecanismos de apoio às vítimas. Precisamos dizer que elas não estão sozinhas. É importante criar na igreja uma atmosfera de confiança e segurança: um refúgio seguro.

4. Desenvolver programas de apoio às vítimas. Famílias podem ser cadastradas como fonte de ajuda a estas vítimas.

5. Aconselhamento pastoral às vítimas. As igrejas podem pensar numa capacitação contínua dos seus líderes neste sentido ou criar um departamento de aconselhamento cristão que muito pode contribuir para a cura emocional dessas pessoas.

O assunto é difícil, mas, é preciso romper o silêncio, acima de tudo com uma proposta bíblica onde o amor, compreensão, apoio, ajuda e confrontação sejam elevados de forma clara e relevante.
Se como igreja queremos fazer a diferença temos que encarar esta realidade. Muitas vezes cultivamos uma visão romântica da família, como se esses problemas não acontecem. A realidade familiar, às vezes é cruel e dolorida.
São para esses e outros tipos de problemas familiares que devemos ser mensageiros da graça de Cristo.

Nosso desejo é que as igrejas e instituições se transformem em espaço de reflexão e ação no desenvolvimento de programas que apóiam a luta contra a violência e o abuso sexual, uma das mais importantes e urgentes responsabilidades sociais que temos.

O Valor do Culto Doméstico

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Razões por que realizar o Culto Doméstico

1. É bíblico – Deus recomendou em Deuteronômio 6.7. “Sentado em tua casa” quer dizer sentar com a família para falar de Deus e das coisas espirituais. Timóteo aprendeu em casa, com a avó Loide e a mãe Eunice.

2. Fortalece os laços familiares – Dissensões, inimizades e separações dificilmente acontecem numa família que cultua a Deus e medita em sua Palavra diariamente.

3. Edifica e fortalece a vida cristã de cada indivíduo, deixando nele marcas indeléveis.

4. Necessidades e vitórias são compartilhadas em orações.

5. É momento para tirar dúvidas a respeito da Bíblia e da vida cristã.

6. É oportunidade preciosa para apresentar aos filhos e a outras pessoas o plano de salvação. Que privilégio para os pais saberem que seu filho aceitou Jesus no culto em família!

7. É momento de testemunho. As orações e os cânticos podem ser ouvidos pela vizinhança, despertar interesse e atingir os corações.

Sugestões de estratégias

1. Fazer esse propósito e orar para que Deus afaste todos os impedimentos.

2. Se não é possível reunir toda a família, verificar a hora do dia em que há o maior número de familiares em casa e combinar o culto para esse horário.

3. Dar oportunidade de participação a todos – até às crianças.

4. Não pode ser muito longo, sobretudo quando há crianças. Não deve haver sermão, mas um pequeno comentário sobre o texto lido ou a leitura de um livro de meditações diárias.

5. Os cânticos devem ser fáceis de cantar e conhecidos de todos.

6. De preferência usar a mesma versão da Bíblia, para que todos possam acompanhar a leitura.

7. Agradecer é importante! Não só pedir. Cada um deve mencionar um motivo de gratidão.
As orações devem ser breves e objetivas. Orações longas tornam-se cansativas e desviam a atenção.

8. Esse momento deve causar prazer e não aborrecimento.

Há muitos momentos em que a família está reunida ao redor da mesa para uma refeição, ou até diante de um programa de televisão. Alguns minutos podem ser usados para a realização de um culto. Afinal, sempre se encontra tempo para o que se julga importante. É questão de prioridades e de coração.

Vamos reverter esse quadro? Quem sabe em outra ocasião o maior percentual será dos que realizam o culto doméstico todos os dias? A glória será de Deus, mas as bênçãos serão da família.

Lascívia

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Lascívia: propensão para a luxúria; sensualidade exagerada; excitação

Estratégias para Lutar Contra a Lascívia

Estou pensando em homens e mulheres. Para os homens, isto é óbvio. A necessidade de lutar contra o bombardeamento de tentações visuais para nos fixarmos em imagens sexuais é urgente. Para as mulheres, isto é menos óbvio, porém tal necessidade se torna maior, se ampliamos o escopo da tentação de alimentar imagens ou fantasias de relacionamentos. Quando uso a palavra “lascívia”, estou me referindo principalmente à esfera dos pensamentos, imaginações e desejos que visualizam as coisas proibidas por Deus e freqüentemente nos levam a conduta sexual errada.

Não estou dizendo que o sexo é mau. Deus o criou e o abençoou. Deus tornou o sexo agradável e definiu um lugar para ele, a fim de proteger sua beleza e poder — ou seja, o casamento entre um homem e uma mulher. Mas o sexo tornou-se corrompido pela queda do homem no pecado. Portanto, temos de exercer restrição e fazer guerra contra aquilo que pode nos destruir. Em seguida, apresentamos algumas estratégias para lutar contra desejos errados.

Apaixonando-se pela Mulher Frankstein

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Alguns pensam que Jesus pegou muito pesado com os casados quando declarou que “qualquer que olhar para uma mulher desejando-a, já cometeu adultério” (Mt5:28). Eu não concordo.

O grande problema é que Jesus sabia do perigo do fenômeno chamado “amante Frankenstein”. Vou tentar explicar melhor.

Não tem como um relacionamento estar “nas oitavas maravilhas” o tempo todo e é quando o nosso relacionamento está em baixa que o perigo do fenômeno aparece.

Vamos usar o exemplo de um homem que está passando por uma fase mais difícil no casamento: depois de um dia estressado ele sai para dar uma volta e percebe uma menina que ao passar troca um olhar e um sorriso provocante com ele, ele registra esse momento em seu coração, pois está frágil e acredita que não tem nada demais, afinal,foi apenas um sorrisinho.

No outro dia, a secretária do seu chefe veio com um vestidinho muito provocante, e ela para pra perguntar algo que ele já nem se lembra , pois não conseguiu tirar os olhos do vestido.Ele registra o vestido em sua mente, que por sinal era muito bonito mesmo.

Auto-erotismo: masturbação

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Auto-erotismos são fenômenos de emoção espontânea, produzidos na ausência de qualquer estímulo externo, quer direto, quer indireto, em que o sujeito obtém a satisfação recorrendo unicamente ao seu próprio corpo. Um exemplo de auto-erotismo é a masturbação.

Do ponto de vista psicanalítico o auto-erotismo, se distingue o Narcisismo em sua forma mais ampla, uma tendência da emoção sexual que se observa na admiração de se mesmo. Freud, em Os Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade, retoma o termo Narcisismo, essencialmente para definir a sexualidade infantil. Para compreensão de Freud, no auto-erotismo o objeto da pulsão sexual apaga-se em benefício do órgão, que é a fonte dela, e regra geral coincide com ele. Portanto, é localizável em um tempo determinado da evolução, em que a sexualidade se separa do objeto natural, se vê entregue à fantasia e por isso mesmo se cria como sexualidade.

As crianças em suas descobertas anatômicas acabam descobrindo também o prazer quando estão se tocando. Mas como uma outra explicação, a pulsão sexual dos adultos não pode ser estimulada pela auto-admiração, porque o correto é que os estímulos tenham sua origem na pessoa do sexo oposto e não em si mesmo. Os estímulos de um sujeito adulto que se originam nos próprios órgãos pode ter um sentido homossexual se considerarmos que o esperado é que o estímulo se origine no outro sexo e não no mesmo sexo, ainda que se trate do próprio órgão. As pessoas que se masturbam acabam com sentimento de culpa, inseguras, comprometendo com isso a auto-estima, a espiritualidade e etc.