Igreja Evangélica Pentecostal

II Aos Corintios 11:28 - Alem das coisas exteriores, me oprime cada dia o cuidado de todas as igrejas.

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Origem do Novo Testamento

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Breve resumo de sua origem

Novo Testamento    ——    O Sonho de Marcião

Quem foi Marcião?

* Foi um influente mestre cristão nascido em fins do 1º século (81 – 160 EC) que exerceu forte influência no cristianismo durante o 2º século, persistindo a mesma até o século IV no ocidente e século VII no oriente.

Por rejeitar as Escrituras Hebraica procurou implantar uma separação permanente do cristianismo com tudo que se relacionasse com os judeus. Além de rejeitar as escrituras hebraica rejeitava o próprio Deus de Israel por considerá-lo imperfeito, colocando em seu lugar a revelação de Jesus Cristo como sendo o Deus verdadeiro, e para isso elaborou o primeiro credo e o primeiro cânon cristão, sendo também o criador dos termo “Velho Testamento” e “Novo Testamento”. Seu cânon consistia apenas no evangelho de Lucas e dez epístolas de Paulo dos quais extraiu as partes que não se harmonizavam com seus ensinos.

Devido seus ensinos serem contrários aos da igreja em Roma foi afastado da mesma em 144 EC e iniciou seu próprio movimento (marcionismo).

Para refutar o cânon de Marcião, a igreja criou o cânon muratório em 170 DC que consistia dos quatro evangelhos, Atos e os demais livros contidos no NT à exceção de Hebreus, Tiago e 1 e 2 Pedro. Incluia porém A Sabedoria de Salomão.

Mesmo com a criação do Cânon Muratório em 170 EC, os pais da igreja (Ireneu 120 a 202 , Tertuliano 150 a 212 e Orígenes 185/186 a 254/255) criaram para si uma lista de escritos que diferiam um pouco uns dos outros inclusive do cânon muratório.

Com o objetivo de resolver esse impasse entre os diversos bispos e unificar o cristianismo em todo império, a igreja primitiva começou a elaborar um cânon que fosse comum e reconhecido por toda cristandade. Com esse propósito o bispo Atanásio (296 a 373) criou uma lista contendo os 27 livros que compõe o cânon cristão (Novo Testamento) como o conhecemos até hoje, publicando-a em sua carta pascal às congregações cristãs do Egito em 367.

Podemos Questionar os Autores do Novo Testamento

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São as interpretações de profecias alusiva aos últimos dias apresentadas pelos autores do Novo Testamento irrefutáveis ?

Algumas pessoas poderão interpretar que estamos querendo negar ou mesmo combater as Escrituras, o que não é verdade; O que procuramos é aplicar os conhecimentos atuais das Escrituras de modo que os leitores possam ter uma maior facilidade em compreender as profecias alusiva aos dias em que vivemos.

Muitos são os ensinos que as igrejas evangélicas receberam como herança da ICAR, os quais formaram os alicerces e colunas que dão sustentação a muitas doutrinas fundamentais nas diversas denominações que surgiram com a Reforma Protestante.

Ao canonizar os autores do Novo Testamento [lembrando que existem estudos que mostram os quatro evangelhos como sendo atribuídos aos referidos autores (Mateus, Marcos, Lucas e João)  mas não necessariamente escritos pelos mesmos], a ICAR colocou seus escritos na condição de irrefutáveis e inquestionados, cabendo a cada cristão acatar os mesmos como sendo a própria voz do Eterno por eles revelada.

A Bíblia

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É um poderoso instrumento que nos auxilia a conhecer o Altíssimo. No entanto para ter acesso a esse conhecimento precisamos separar todas as impurezas (tradições e dogmas) que a contaminaram no decorrer dos séculos (período em que as doutrinas da ig. Cristã estavam sendo formuladas) e foram incorporada em suas páginas pelos teólogos com o fim de dar sustentação a seus ensinos.

Tradições e dogmas tem causado grande dificuldade e mesmo confusão no estudo da Bíblia gerando erros doutrinário que põem em risco a salvação de todos aqueles que com plena convicção os observam pensando estar fazendo a vontade do Eterno quando na verdade estão trilhando um caminho totalmente oposto, mas devido a forte influência dessas tradições nelas persistem mesmo ao lhes ser apresentada as evidências que apontam o contrário, demonstrando assim preferir depositar sua confiança nas tradições humana.

Considerando algumas tradições que dificultam a compreensão da Bíblia.

A Bíblia é a Palavra de Deus.

* Na verdade a bíblia com seus 66 livros como é conhecida não é a Palavra de Deus, mas contem a palavra de Deus. Portanto devemos estudá-la com muita atenção para saber distinguir e separar o que vem a ser a “Palavra de Deus” dos “conceitos humano” que a ela se incorporaram no decorrer dos séculos. Precisamos ter em mente que o Eterno jamais entra em contradição ao contrário da bíblia onde muitos escritos do NT se mostram incompatíveis com as Escrituras (VT).

Bíblia Sagrada é o mesmo que Escrituras Sagradas

* Na verdade os termos Bíblia Sagrada e Escrituras sagradas não significam a mesma coisa. Precisamos entender que o termo Bíblia não equivale ao termo Escrituras, mas sim que contém as Escrituras. No NT sempre que é mencionado o termo Escrituras (quando aplicado aos ensinamentos de Deus) ele se refere aos escritos do VT (Lei de Moisés, Salmos e Profetas), nunca aos 66 livros que formam a Bíblia, lembrando também que a Bíblia com seus 66 livros como a conhecemos hoje, como também os livros conhecidos como apócrifos, tem em Atanásio um de seus precursores.

Quebrando o Silêncio

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O que fazer quando a violência e o abuso sexual chegam às portas da minha igreja?

Essa é uma pergunta que todo cristão deve fazer. Como lidar? De que forma? Sabemos que o silêncio deve ser rompido a partir da igreja, porque parte de nossa função como corpo de Cristo, é “denunciar a injustiça”. Injustiça essa que, infelizmente, tem feito parte do cotidiano de muitas crianças e mulheres.

Falando sobre violência

Um dos assuntos que como igreja estamos discutindo e quebrando o silêncio, é a questão da violência familiar. A sociedade de modo geral tem se preocupado com a questão e busca alternativas para amenizar este problema. Como igreja não podemos ficar de fora dessa discussão. É nosso dever nos envolver e trabalhar no sentido de prevenção e educação, levando informação para líderes e membros de igrejas locais.

Abuso infantil
Praticar violência contra uma criança é crime. E para isto existe uma legislação específica – O Estatuto da Criança e do Adolescente – que está aí para determinar a punição. No Brasil é caso de polícia.

• Só para se ter uma idéia da gravidade da questão, é bom lembrar que todos os dias mais de 18 mil crianças são espancadas no país, segundo dados da UNICEF – Fundo das Nações Unidas para a Infância. Segundo a UNICEF, as mais afetadas são meninas entre sete e 14 anos.
• No Brasil, onde existe uma população de quase 67 milhões de crianças de até 14 anos, são registrados por ano 500 mil casos de violência doméstica de diferentes tipos. Em 70% dos casos os agressores são pais biológicos.
A violência contra a criança é crescente, mas nem sempre ocorre na forma de abuso sexual, tema que vem sendo amplamente discutido. Levantamento inédito do Núcleo de Atenção a Criança Vítima de Violência, da Universidade do Rio de Janeiro(UFRJ) mostra, com base de dados coletados de 1996 a Junho deste ano, que:
• 29,1% de meninos e meninas são vítimas de abuso físico.
• A violência sexual aparece em segundo lugar – 28,9%
• 25,7% sofreram negligência
• 16,3% abuso psicológico

Fonte: www.atelierdenoivas.com.br/mundomulher

Importante saber

1. Crianças são vítimas na própria família: É um tema que merece atenção, porque a violência começa dentro de casa. Não deixe de abordar qual é o perfil do agressor. Estima-se que 300 mil meninas são vítimas de incesto todos os anos e mais um terço delas tenta suicídio.(Lacri-USP)

2. Abuso ocorre em todas as classes: Não o nível econômico. O abuso acontece em alguma de suas formas. A pobreza é apontada como causa de 16,8% de abuso sexual. Especialistas afirmam que particularmente no caso de abuso na família 80% das ocorrências, a condição social dos indivíduos é em geral ocultada.

3. Medo de denunciar: Segundo o ECA, médicos, professores, instituições de ensino, devem comunicar as autoridades casos de abuso contra a criança. Além desses profissionais, vizinhos, amigos e familiares devem tomar a mesma iniciativa, acionando o CONSELHO TUTELAR DA SUA CIDADE.

4. Atendimento ás vítimas: É importante dispor de alguns lugares como fonte de referência e ajuda ás vítimas. Cada cidade tem órgãos governamentais e não governamentais que exercem um trabalho qualificado. Procure conhecer algumas dessas instituições. Um dado alarmante: 100 crianças morrem por dia no Brasil, vítimas de maus tratos – negligência, violência física, abuso sexual e psicológico, segundo pesquisa realizada pelo Laboratório de Estudos da Criança/USP. Dados do Ministério da Saúde revelam que 38% das mortes de pessoas com até 19 anos são causadas por agressões.

5. Prevenção: Qual é o nosso papel? Quebrar o silêncio e de maneira cristã abordar este tema no sentido de ajudar na construção de uma nova geração e uma nova mentalidade.
No dia em que o Brasil souber tratar também os agressores, provavelmente os índices de violência contra a criança irão diminuir.

Violência doméstica

As mulheres são 51% da população mundial, chefiam 33% dos lares. No entanto a cada 15 segundos uma delas é espancada. É o que diz o relatório sobre as situações sociais, econômicas e jurídicas da mulher brasileira. (Fonte: ibid)

No Rio de Janeiro, numa pesquisa da Universidade Federal sobre “violência doméstica”, o tipo mais comum de violência é a sexual (31,6%), seguida de maus tratos físicos (27,7%), negligência (24%) e abuso psicológico (15,8%). Na maioria das vezes, o algoz é o pai ou o padrasto.

Segundo o ISER (Instituto de Estudos Religiosos), as agressões contra mulheres, cometidas pelos seus parceiros, dobraram nos últimos nove anos.

A maioria dos casos é de lesão corporal. Na maioria dos casos, mulheres entre 19 e 29 anos, agredida pelos próprios parceiros. O que causa tristeza é saber que somente 15% dos homens que agridem mulheres hoje são punidos.
Estes dados devem levar a uma reflexão por parte da igreja e seus líderes. Um outro caminho é estar consciente de que o problema acontece em famílias de nossas igrejas. Ignorar ou achar que o problema não existe é adotar uma postura de omissão.

O que podemos fazer?

1. O primeiro caminho é, sem dúvida, de caráter educativo. É esta educação que a igreja em todo o mudo está trabalhando para ser uma realidade dentro do Dia da Ênfase Contra o Abuso através de materiais específicos. Esta educação pode ser através de palestras, filmes que abordam a questão, debate, sermão, seminários. Os pastores podem pregar mais sobre o assunto. Precisamos frisar a idéia de que Deus não nos criou para sermos maltratados.

2. Devemos educar nossas crianças a se defenderem. Não confundir disciplina com abuso físico. É bom dar uma perspectiva bíblica sobre disciplina e educação de filhos.

3. Prover mecanismos de apoio às vítimas. Precisamos dizer que elas não estão sozinhas. É importante criar na igreja uma atmosfera de confiança e segurança: um refúgio seguro.

4. Desenvolver programas de apoio às vítimas. Famílias podem ser cadastradas como fonte de ajuda a estas vítimas.

5. Aconselhamento pastoral às vítimas. As igrejas podem pensar numa capacitação contínua dos seus líderes neste sentido ou criar um departamento de aconselhamento cristão que muito pode contribuir para a cura emocional dessas pessoas.

O assunto é difícil, mas, é preciso romper o silêncio, acima de tudo com uma proposta bíblica onde o amor, compreensão, apoio, ajuda e confrontação sejam elevados de forma clara e relevante.
Se como igreja queremos fazer a diferença temos que encarar esta realidade. Muitas vezes cultivamos uma visão romântica da família, como se esses problemas não acontecem. A realidade familiar, às vezes é cruel e dolorida.
São para esses e outros tipos de problemas familiares que devemos ser mensageiros da graça de Cristo.

Nosso desejo é que as igrejas e instituições se transformem em espaço de reflexão e ação no desenvolvimento de programas que apóiam a luta contra a violência e o abuso sexual, uma das mais importantes e urgentes responsabilidades sociais que temos.

O Valor do Culto Doméstico

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Razões por que realizar o Culto Doméstico

1. É bíblico – Deus recomendou em Deuteronômio 6.7. “Sentado em tua casa” quer dizer sentar com a família para falar de Deus e das coisas espirituais. Timóteo aprendeu em casa, com a avó Loide e a mãe Eunice.

2. Fortalece os laços familiares – Dissensões, inimizades e separações dificilmente acontecem numa família que cultua a Deus e medita em sua Palavra diariamente.

3. Edifica e fortalece a vida cristã de cada indivíduo, deixando nele marcas indeléveis.

4. Necessidades e vitórias são compartilhadas em orações.

5. É momento para tirar dúvidas a respeito da Bíblia e da vida cristã.

6. É oportunidade preciosa para apresentar aos filhos e a outras pessoas o plano de salvação. Que privilégio para os pais saberem que seu filho aceitou Jesus no culto em família!

7. É momento de testemunho. As orações e os cânticos podem ser ouvidos pela vizinhança, despertar interesse e atingir os corações.

Sugestões de estratégias

1. Fazer esse propósito e orar para que Deus afaste todos os impedimentos.

2. Se não é possível reunir toda a família, verificar a hora do dia em que há o maior número de familiares em casa e combinar o culto para esse horário.

3. Dar oportunidade de participação a todos – até às crianças.

4. Não pode ser muito longo, sobretudo quando há crianças. Não deve haver sermão, mas um pequeno comentário sobre o texto lido ou a leitura de um livro de meditações diárias.

5. Os cânticos devem ser fáceis de cantar e conhecidos de todos.

6. De preferência usar a mesma versão da Bíblia, para que todos possam acompanhar a leitura.

7. Agradecer é importante! Não só pedir. Cada um deve mencionar um motivo de gratidão.
As orações devem ser breves e objetivas. Orações longas tornam-se cansativas e desviam a atenção.

8. Esse momento deve causar prazer e não aborrecimento.

Há muitos momentos em que a família está reunida ao redor da mesa para uma refeição, ou até diante de um programa de televisão. Alguns minutos podem ser usados para a realização de um culto. Afinal, sempre se encontra tempo para o que se julga importante. É questão de prioridades e de coração.

Vamos reverter esse quadro? Quem sabe em outra ocasião o maior percentual será dos que realizam o culto doméstico todos os dias? A glória será de Deus, mas as bênçãos serão da família.